Se um dia meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar
Porém (ai, porém)
Há um caso diferente que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em outro amor
Quando alguém que não me lembro anunciou:
Portela! Portela!
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou
Ai, minha Portela, quando vi você passar
Senti o meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu; nem era do mar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Autoria: Paulinho da Viola
Foi um rio que passou em minha vida, no YouTube
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Quando o Carnaval chegar
Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Autoria: Chico Buarque de Hollanda
Quando o Carnaval chegar, no YouTube
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Autoria: Chico Buarque de Hollanda
Quando o Carnaval chegar, no YouTube
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Eu quero é botar meu bloco na rua
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Autoria: Sérgio Sampaio
Eu quero é botar meu bloco na rua no YouTube
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Autoria: Sérgio Sampaio
Eu quero é botar meu bloco na rua no YouTube
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Os amores que eu não tive
Os amores que eu não tive
estão me atormentando agora.
Como eu fui perder fulano,
porque beltrano foi embora?
Um fantasma que eu não vi
se ri de mim hoje em dia,
pelos cantos
da minha casa vazia.
Os amores que eu não tive
ainda estão mandando flores,
flores que eu não sinto o cheiro
na ausência desses amores.
Cada um fez o que quis
da sua vida e agora?
Perdi fulano,
beltrano foi embora.
Assim passei por eles passaram por mim.
E por certo não vão poder voltar do fim,
pois não sei o que perdi
e não sei quando,
e por que a vida segue
me empurrando,
zombando dos amores que não tive.
Os amores que eu não tive
esse medo que me assalta,
como eu fui perder fulano,
porque beltrano me faz falta.
Cada um fez o que quis
da sua vida e agora?
Perdi fulano,
beltrano foi embora.
Autoria: Fátima Guedes
Os amores que eu não tive
estão me atormentando agora.
Como eu fui perder fulano,
porque beltrano foi embora?
Um fantasma que eu não vi
se ri de mim hoje em dia,
pelos cantos
da minha casa vazia.
Os amores que eu não tive
ainda estão mandando flores,
flores que eu não sinto o cheiro
na ausência desses amores.
Cada um fez o que quis
da sua vida e agora?
Perdi fulano,
beltrano foi embora.
Assim passei por eles passaram por mim.
E por certo não vão poder voltar do fim,
pois não sei o que perdi
e não sei quando,
e por que a vida segue
me empurrando,
zombando dos amores que não tive.
Os amores que eu não tive
esse medo que me assalta,
como eu fui perder fulano,
porque beltrano me faz falta.
Cada um fez o que quis
da sua vida e agora?
Perdi fulano,
beltrano foi embora.
Autoria: Fátima Guedes
Os amores que eu não tive
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Jornal da morte
Vejam só este jornal
É o maior hospital
Porta-voz do bangue-bangue
E da polícia central
Tresloucada, semi-nua
Jogou-se do oitavo andar
Porque o noivo não comprava
Maconha pra ela fumar
Um escândalo amoroso
Com os retratos do casal
O bicheiro assassinado em decúbito dorsal
Cada página é um grito
Um homem caiu no mangue
Só falta alguém espremer o jornal
Pra sair sangue, sangue, sangue
Autoria: Roberto Silva
Jornal da morte
É o maior hospital
Porta-voz do bangue-bangue
E da polícia central
Tresloucada, semi-nua
Jogou-se do oitavo andar
Porque o noivo não comprava
Maconha pra ela fumar
Um escândalo amoroso
Com os retratos do casal
O bicheiro assassinado em decúbito dorsal
Cada página é um grito
Um homem caiu no mangue
Só falta alguém espremer o jornal
Pra sair sangue, sangue, sangue
Autoria: Roberto Silva
Jornal da morte
Mora na filosofia
Eu vou lhe dar a decisão
Botei na balança e você não pesou
Botei na peneira e você não passou
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor
Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia (ora, vai mulher)
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Tá na cara!
Autoria: Monsueto - Arnaldo Passos
Mora na filosofia, no YouTube
Botei na balança e você não pesou
Botei na peneira e você não passou
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor
Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia (ora, vai mulher)
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Tá na cara!
Autoria: Monsueto - Arnaldo Passos
Mora na filosofia, no YouTube
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Retrato em branco e preto
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Autoria: Chico Buarque de Hollanda - Tom Jobim
Retrato em branco e preto, no YouTube
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Autoria: Chico Buarque de Hollanda - Tom Jobim
Retrato em branco e preto, no YouTube
Assinar:
Postagens (Atom)
